Íntimo do público brasileiro desde 1975, o cantor espanhol Julio Iglesias (maior astro latino da canção, com mais de 300 milhões de álbuns vendidos) está de volta. Ele canta na segunda-feira, às 21h, no Vivo Rio, o seu mais recente CD, "1", que é todo de regravações dos maiores sucessos de uma carreira que já soma 43 anos. No Recife, o cantor espanhol se apresenta no dia 28 de outubro, a partir das 21h no Chevrolet Hall.
"Quis gravar de novo as canções que tinha cantado mal. Eu não era um cantor por natureza, hoje sou bem melhor", diz.
Por "canções que tinha cantado mal", entenda-se Manuela, Devaneios, Hey, Me esqueci de viver, entre outras que muita gente ouviu quando criança mesmo que não quisesse - as mães as adoravam. Inclusive a do entrevistador.
"Sua mãe tem muito bom gosto", elogia Julio, ao saber da história.
Aos 68 anos, o espanhol passa tranquilamente por
todos os temas propostos, num papo conduzido, de parte a parte, no mais
desavergonhado portunhol. Roberto Carlos, por exemplo, ele considera sua
alma gêmea.
"Temos vidas parecidas, histórias similares. Se eu posso cantar Detalhes, ele pode cantar Abrazame," garante.
Homem que vive no mundo, em dezembro Julio estará em Jerusalém - onde Roberto fez seu show consagrador este ano.
"Cantei lá umas 20, 30, 40 vezes", gaba-se.
E ele não só cantou em todo mundo. Mas também cantou com todo mundo. Ou quase.
"Só me falta cantar com meu filho. Ele canta melhor do que eu", afirma.
Seria então Enrique Iglesias o seu sucessor?
"Com certeza, ele é o que tem mais possibilidades. Temos o mesmo sangue", diz.
Apesar da certeza de que hoje canta melhor do que
nunca, Julio Iglesias acha que não conseguiria mais compor canções tão
boas quanto as suas dos anos 1970 e 1980. Aliás, tem 15 anos que ele não
faz nenhuma música.
"Naquela época havia uma emoção diferente. A vida era diferente, meu espírito era livre", explica.
Os mais novos estão aí para tentar conquistar seu
público. Entre eles, Ricky Martin, o astro com appeal de latin lover,
que há alguns meses assumiu a sua homossexualidade. Julio, que sabe ter
muitos gays entre o seu público, elogia a coragem do porto-riquenho:
"A personalidade do Ricky é maior do que tudo. Ele
tem a liberdade de falar o que sente e o que pensa. Ele é um garoto
maravilhoso, está começando a viver aos 40 anos!"
Com informações da Agência O Globo